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Perrun é o nome dado a este vírus que se propaga
através de imagens JPEG. Apesar de não ser perigoso, demonstra
um novo método de propagação que poderá vir a ser explorado.
Um novo vírus, denominado W32/Perrun, é capaz de se propagar
através de imagens JPEG, sendo constituído por um código que
serve para extrair o próprio vírus da imagem e infectar outras
imagens que sejam visualizadas no sistema afectado.
O Perrun não executa o seu código numa máquina não infectada a
menos que esteja presente o executável Extrk.exe, que procede
à infecção de outras imagens. O vírus utiliza o ficheiro
Reg.MP3, que é utilizado para modificar o registo, e o próprio
Extrk.exe, executado a partir do registo modificado pelo
primeiro.
Todavia, este método de propagação por imagens não deverá
atingir uma larga escala, uma vez que seria necessário que o
utilizador passasse para outros a imagem infectada, pois o
vírus não se propaga automaticamente, além de ser facilmente
detectado, uma vez que a imagem fica corrompida quando o
código do vírus é introduzido.
O Perrun só consegue infectar computadores infectados com o
sistema operativo Windows e, além disso, o vírus não foi
libertado na Internet, tendo sido enviado pelo seu próprio
criador para as empresas de anti-vírus.
Microsoft: falha de
segurança no software RAS.
A Microsoft alertou para uma falha de segurança no software de
acesso remoto RAS, que pode ser explorada por um hacker para a
execução de qualquer comando na máquina alvo.
A Microsoft publicou um aviso sobre uma falha de segurança de
buffer overflow no software de acesso remoto RAS, utilizado
pelos sistemas operativos Windows NT 4.0, Windows 2000 e
Windows XP.
O software RAS permite a realização de uma conexão dial-up
entre computadores e redes através das linhas telefónicas,
armazenando os dados referentes aos números de telefone e
configurações de rede utilizados para realizar as conexões num
phonebook, onde está localizado um determinado valor que pode
ser explorado por um buffer overflow.
De acordo com o aviso, que classifica a falha como "crítica",
um hacker que consiga explorar com sucesso esse problema
poderá conseguir o total controlo da máquina alvo, podendo
então executar qualquer comando que desejar.
Além do problema com o RAS, a Microsoft também alertou para
uma falha no servidor Microsoft SQL ao lidar com o XML, além
de outra relacionada com o modo como os servidores Web lidam
com script HTR.
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