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Esta semana nem queria acreditar. Cheguei à redacção e
algo brilhava em cima da minha secretária. Teria ficado
algum candeeiro aceso? Não, era o Sony DRU 700A, o
primeiro gravador Dual Layer e que estava ali a uns
poucos metros. Corri para ele, agarrei-o e levei-o
imediatamente para o nosso laboratório de testes onde me
mantive fechado durante uma semana para agora finalmente
vos apresentar em primeira mão a nova aposta da Sony.

O tempo em que tínhamos que reconverter os nossos filmes
para conseguirmos fazer uma cópia de segurança está a
chegar ao fim! Graças ao aparecimento dos gravadores
Dual Layer não terá mais necessidade de usar programas
de trasncoding. É so colocar o DVD original no leitor,
passá-lo para o disco usando o DVD Decrypter, por
exemplo, e simplesmente gravá-lo para um DVDR Dual
Layer. Mais fácil é impossível. Agora será que realmente
tudo é assim tão simples? Este gravador funciona mesmo
bem? É a isso que vou responder nesta análise, a que
resolvi chamar “Adeus Transcoding, Olá Dual Layer!”.
Em termos de design o DRU 700A é muito semelhante aos
modelos anteriores da Sony como o 500 ou o 510A. Na
parte frontal não encontra qualquer ligação para
auscultadores. Apenas o botão de ejecção da bandeja e
uma luz de cor verde que acende quando o gravador está
em funcionamento. Na parte posterior está a habitual
ligação IDE, o jumper que lhe permite alternar entre
Master, Slave e Cable Select, a saída de áudio analógico
e a de áudio digital. Um aspecto positivo a apontar em
termos de design é que a Sony inclui uma parte frontal
de cor preta satisfazendo desta forma todos aqueles que
têm quer uma caixa branca quer uma caixa preta. Agora
que já referi os aspectos relativos ao design passemos
às características técnicas.
Para obter mais detalhes acerca deste gravador usei uma
aplicação que embora ainda não esteja disponível para o
público em geral foi cedida ao Bits & Bytes pela VSO
Software, criadora do popular CopyToDVD. Este programa
mostra-nos que o gravador é identificado como um Sony
DVD RW DRU-700A VY02. Das informações gerais o aspecto
principal a destacar é que a dimensão do buffer é de
2MB. Falando de leitura ficamos a saber que suporta
CD-R, CD-RW, DVD-ROM, DVD-R, DVD-RW, DVD+R, DVD+RW, CDs
e DVDs Multisessão e ainda VideoCDs. No que diz respeito
à gravação são suportados CD-R, CD-RW, DVD-R, DVD-RW,
DVD+R, DVD+RW, DVD+R DL e ainda está presente a
tecnologia de protecção anti-buffer underrun para
assegurar que não existem problemas relacionados com a
transferência de dados aquando da gravação.

Em termos de velocidades o DRU700A grava CD-R a 40x,
CD-RW a 24x, DVD-R e +R a 8x, -RW e +RW a 4x e DVD+R DL
a 2.4x. Quanto à leitura a velocidade no caso dos CDs é
de 40x, 12x no caso dos DVDs Single Layer e 8x nos Dual
Layer. Tudo isto que foi dito leva-nos a concluir que é
um gravador muito rápido e certamente apetecível. O que
vamos descobrir já de seguida é se o gravador é
realmente tão rápido como é afirmado pelo fabricante.
Leitura CD-ROM
Ao nível da leitura de um CD-ROM a velocidade foi muito
boa. Começou nas 17.70x e terminou nas 40.84x tendo sido
a velocidade média de 30.81x. Os tempos de acesso também
são muito satisfatórios, assim como a utilização do CPU.
Os leitores do Bits & Bytes sabem certamente que
gostamos muito do Pioneer A07 por acharmos que é um
gravador que oferece uma boa relação qualidade preço.
Ora se compararmos os valores obtidos a nível da leitura
deste Sony com o Pionner chegamos à conclusão que quer a
velocidade de leitura, os tempos de acesso e o uso do
CPU são melhores neste gravador. Isto para quem se
recorda da nossa análise ao Pioneer A07 em que a
velocidade máxima da leitura do CD-ROM foi de 39.03x e
os tempos de acesso na ordem dos 267ms.

Leitura CD-R
No caso da leitura de CD-R, comparativamente à do CD-ROM
a velocidade inicial foi superior, contudo a final
situou-se na casa dos 39.50x. Os tempos de acesso foram
superiores motivados pelo facto de estarmos a lidar com
um CD gravado e não com um original. De qualquer forma é
tudo muito aceitavél.

Leitura DVD-Video Single Layer
O teste seguinte foi feito em relação à leitura de um
DVD-Video Single Layer. Ora aqui e mais uma vez para
situarmos o leitor comparativamente ao Pioneer as
velocidades de leitura são inferiores. Enquanto que a
velocidade máxima atingida pelo Sony foi de 11.72x no
caso do Pionner foi atingida a velocidade de 12.56x. Por
outro lado os tempos de acesso são bastante melhores no
DRU700A. A nível do uso do CPU é praticamente o mesmo.
De qualquer forma pode-se considerar que a velocidade
anunciada pelo fabricante é respeitada. Sim porque das
11.72x para as 12x a diferença é mínima. Aliás também o
disco que estamos a usar influencia este resultado. Com
outro poderíamos obter uma valor superior às 12x ou quem
sabe muito inferior.

Leitura DVD-Video Dual Layer
No que toca à leitura de um DVD-Video Dual Layer a
velocidade máxima antingida foi de 7.99x. Ora a
velocidade máxima anunciada pelo fabricante para a
leitura de um DVD Dual layer é de 8x, como tal o DRU
andou lá muito perto. Os tempos de acesso são bastante
aceitáveis assim como a utilização do CPU que não é
superior aos valores alcançados aquando da leitura de um
Single Layer.

Leitura de DVD-R
Analisando a velocidade de leitura máxima de um DVD-R
chegamos à conclusão que o resultado foi bastante
positivo uma vez que 8.16x é um valor superior à
velocidade anunciada pelo fabricante. No caso dos DVD-R
os tempos de acesso aumentaram, assim com a utilização
do CPU que já atingiu valores algo elevados
principalmente no que respeita à leitura a 4x.

Leitura de DVD+R
A leitura do disco DVD+R começou às 3.43x, praticamente
o mesmo que no caso do DVD-R. Superior foi a velocidade
de leitura final situando-se nas 8.27x. No caso do DVD+R
verifica-se ainda um tempo de acesso bastante mais
rápido, assim como uma utilização do CPU inferior. Quase
se pode dizer que parece que tudo corre sempre melhor no
mundo do formato +R. (Menos por vezes em questões de
compatibilidade).

Gravação de DVD-R
No caso da gravação de DVD-R a velocidade inicial foi de
3.97x enquanto que a final foi de 4x. A gravar um disco
de 4.38GB o DRU700A levou 15:26 enquanto que a 8x levou
9 minutos e 10 segundos. Quer os discos de 4x quer de 8x
foram cedidos pela Verbatim.

Gravação de DVD+R
Testámos a performance de gravação de DVD+R à semelhança
do que aconteceu com o –R e com a mesma marca de discos.
A gravar um DVD+R de 4x o DRU700A levou exactamente 14
minutos e 44 segundos. A velocidade de gravação teve
início nas 3.97x tento terminado nas 4.25 um valor muito
bom. A 8x a gravação levou exactamente 8 minutos e 50
segundos.

O Dual Layer
Agora chegámos a parte que certamente o leitor mais
esperava, ou seja a analise à leitura e também à
gravação de discos Dual Layer. Como é a primeira vez que
deitámos a mão a um disco Dual Layer +R usámos o VSO
Inspector visando obter mais alguns dados sobre o mesmo.
Em Media Type verificámos então que era então um Disco
Dual Layer +R, que a velocidade era de 2.4x e que a
Media ID nos indicava que era um disco da Mitsubishi. Ou
seja o Media ID é MKM o que significa Mitsubishi Kagaku
Media. A capacidade é de 7.96GB. Visto os discos Dual
Layer +R ainda serem muito escassos e apenas ter tido
acesso a um pretendi testá-lo em condições de
funcionamento reais e não limitar-me apenas a um teste
de gravação com o Nero CD Speed. Até porque o objectivo
após a gravação era agarrar no disco e experimentá-lo em
alguns leitores de DVD de mesa para testar a
compatibilidade. Como tal com o DVD Decrypter passei o
DVD para o disco que foi gravado posteriormente com o
CopyToDVD que já suporta gravação em Dual Layer, aliás
como a versão mais recente do Nero. Em 46 minutos gravei
o DVD+R DL a 2.4x. Assim que a gravação terminou fui a
correr experimentar o disco num leitor de DVDs de Mesa e
escolhi logo um dos mais esquisitos, o já antigo Sony
DVP 525D. Para grande surpresa não teve qualquer
problema em reconhecer e ler o DVD. De seguida o visado
foi um leitor da Pioneer, exactamente a mesma coisa, leu
à primeira. Por outro lado não foi possível a leitura no
DVD-ROM da Teac que temos na nossa máquina de testes.
Talvez um upgrade de firmware resolva o problema.

Teste de Qualidade Dual Layer
Para testar a qualidade de gravação do disco Dual Layer
usámos a nova funcionalidade presente no NeroCDSpeed
intitulada Disk Quality Test. Com esta funcionalidade
são analisados os erros PI e PO. PI significa Parity
Inner, estes erros não devem exceder o valor de 280. Se
ao longo do teste por vezes aparecerem pequenos picos
que ultrapassem este valor não faz mal, agora se estes
erros se manifestarem num valor superior ao indicado e
sequencialmente então já podem ocorrer problemas de
leitura. PO significa Parity Outer. O valor 32 não deve
ser ultrapassado. Como acontece com o PI não há problema
se existirem pequenos picos que ultrapassem este valor.
Após esta explicação vamos analisar o gráfico. Na parte
superior podemos observar que até uma dada altura não
temos erros PI significativos, mas a meio começam a
surgir alguns e muitos deles ultrapassam o valor
standard digamos de 280. A primeira parte em que não
existem erros é a que está situada na primeira camada do
disco enquanto que a segunda na qual o nível de erros PI
aumenta está situada na segunda camada do disco. Com um
número de 510 PI será complicado para alguns leitores
conseguirem ler a segunda camada deste disco. Os bons
leitores irão conseguir lê-la agora aqueles mais fracos
não terão hipótese. A nível do PO o número de erros é
bastante aceitavél com 22 e não se afasta do standard.
Sintetizando, a primeira camada será certamente lida em
todos os leitores agora a segunda já será mais difícil.
Também importa salientar que a leitura foi feita a 8x,
uma vez que o NeroCDSpeed só permite a leitura numa
velocidade máxima. Se a mesma tivesse sido feita a 4x ou
2.4x o número de erros seria menor.

Síntese
Gostei muito desta nova aposta da Sony e surpreendeu-me
bastante pela positiva. Nota-se que houve muito cuidado
no desenvolvimento deste novo gravador e que os aspectos
menos bem conseguidos em modelos anteriores foram
eliminados. É muito bom em termos de performance quer em
termos de leitura quer na gravação. O facto de gravar
Dual Layer é também um aspecto que não pode passar
despercebido ao utilizador. Adeus programas de
transcoding, welcome Sony DRU 700A. Recomendado.
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